13,23%: COSTA NETO CRAVA MAIS UM CAPÍTULO NA HISTÓRIA DO SINDJUS — STF MANTÉM VITÓRIA DOS SERVIDORES

 Decisão do ministro Nunes Marques preserva a coisa julgada e fortalece a conquista construída pelo sindicato; após anos de enfrentamento judicial, execução dos valores segue em curso.



A batalha pelos 13,23% dos servidores do Poder Judiciário da União e do MPU acaba de alcançar um dos capítulos mais importantes de sua longa trajetória.

Em 24 de agosto de 2026, o ministro Nunes Marques, relator do ARE 1.585.970/DF, na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, proferiu decisão monocrática que negou seguimento ao recurso extraordinário da União, preservando a decisão favorável ao SINDJUS e, consequentemente, a coisa julgada construída na ação coletiva dos 13,23%. A decisão foi divulgada pelo sindicato nesta quinta-feira, 27 de agosto.

O resultado representa um avanço de enorme relevância para os servidores representados pelo SINDJUS.

Depois de passar pelo TRF-1, pelo STJ e agora chegar ao STF, a discussão recebe uma nova decisão favorável à tese sustentada pela entidade.

E, no centro dessa trajetória, o SINDJUS destaca a atuação do presidente Costa Neto, que, segundo a própria entidade, transformou a defesa dos 13,23% em uma prioridade permanente desde que ingressou na Diretoria, em 2015.


UMA DECISÃO QUE PRESERVA A COISA JULGADA

A decisão de Nunes Marques acompanha a linha jurídica que vinha sendo defendida pelo SINDJUS.

O ministro considerou que uma mudança posterior de jurisprudência não autoriza, no caso, a utilização de ação rescisória para desconstituir uma decisão judicial formada de acordo com o entendimento jurídico dominante à época.

Nesse ponto, a decisão aplica a Súmula 343 do STF, reforçando a proteção da coisa julgada.

Na prática, o entendimento preserva a decisão que reconheceu o direito discutido na ação coletiva e impede que uma mudança posterior de interpretação seja utilizada simplesmente para reabrir uma questão já consolidada judicialmente.

É justamente essa segurança jurídica que está no coração da disputa.


DE 2007 A 2026: UMA BATALHA DE QUASE DUAS DÉCADAS

A história começou em setembro de 2007, quando o SINDJUS ajuizou a ação coletiva defendendo o reconhecimento dos 13,23% como revisão geral anual, com fundamento no artigo 37, X, da Constituição.

Depois de uma sequência de decisões judiciais, o TRF-1 reconheceu o direito.

O título judicial transitou em julgado em 5 de setembro de 2018.

A partir daí, começou uma nova frente de batalha: a tentativa da União de desconstituir a decisão.

A cronologia da luta

2007 — SINDJUS ajuíza a ação coletiva.

2015 — formação do título judicial dos 13,23%.

2018 — trânsito em julgado da decisão.

2020 — União ajuíza ação rescisória.

2022 — TRF-1 rejeita a ação rescisória.

2023/2024 — novas tentativas da União chegam ao STJ; o SINDJUS atua para preservar as execuções.

2025 — a 2ª Turma do STJ rejeita, por unanimidade, a tentativa da União de desconstituir a coisa julgada.

23/10/2025 — publicação do acórdão do STJ.

14/08/2026 — PGR manifesta-se pelo desprovimento do recurso da União no STF.

24/08/2026 — ministro Nunes Marques, no STF, mantém a decisão favorável ao SINDJUS.

27/08/2026 — SINDJUS anuncia o novo avanço e reforça a expectativa pela consolidação definitiva da conquista.


COSTA NETO: “ESTAMOS NO CAMINHO CERTO”

A nova decisão também coloca em evidência a atuação de Costa Neto na condução da entidade.

Segundo o SINDJUS, desde sua entrada na Diretoria, em maio de 2015, Costa Neto participou de reuniões com integrantes do STF, STJ, outros tribunais e órgãos do MPU, além de atuar na construção da estratégia jurídica relacionada aos 13,23%.

Após a decisão de Nunes Marques, Costa Neto afirmou:

“A recente decisão do ministro do STF Nunes Marques assegura que estamos no caminho certo.”

O presidente também destacou que a Diretoria e o corpo jurídico trabalharam conjuntamente durante a última década e afirmou que as execuções dos 13,23% estão em curso e, segundo o sindicato, preservadas pelo trabalho jurídico desenvolvido pela entidade.

A declaração traduz o momento vivido pela categoria: uma luta que começou há quase 20 anos e que agora alcança um dos mais importantes resultados de sua história.


NÃO É APENAS UM PERCENTUAL

Para o servidor público, os 13,23% não representam simplesmente uma porcentagem em uma tabela salarial.

Representam uma discussão sobre carreira, remuneração, reconhecimento profissional e segurança jurídica.

São servidores que diariamente movimentam estruturas essenciais do Estado brasileiro.

Tribunais, ministérios públicos, áreas administrativas, setores técnicos e serviços indispensáveis à Justiça dependem do trabalho desses profissionais.

Por isso, a disputa ganhou uma dimensão que ultrapassa o aspecto financeiro.

É também uma batalha pelo respeito às decisões judiciais e pela preservação dos direitos reconhecidos aos servidores.


A PGR JÁ HAVIA REFORÇADO A TESE DO SINDJUS

A decisão do STF não surgiu isoladamente.

Em 14 de agosto de 2026, a Procuradoria-Geral da República havia apresentado parecer favorável ao SINDJUS no mesmo processo, recomendando o desprovimento do recurso da União.

A manifestação da PGR reforçou os principais argumentos apresentados pelo sindicato durante a disputa.

Poucos dias depois, veio a decisão do relator no Supremo.

O encadeamento dos acontecimentos fortalece a leitura de que a tese defendida pelo SINDJUS encontrou respaldo em diferentes momentos da tramitação judicial.


STF: UMA VITÓRIA IMPORTANTE, MAS AINDA NÃO O ÚLTIMO CAPÍTULO

Existe, porém, um ponto técnico que precisa ser preservado para que a informação seja juridicamente precisa.

A decisão de Nunes Marques é monocrática.

Portanto, ainda cabe recurso.

Isso significa que a decisão representa uma vitória extremamente relevante para o SINDJUS, mas não deve ser apresentada como se já fosse uma decisão colegiada definitiva e irrecorrível do STF.

O próprio sindicato reconhece essa possibilidade e afirma estar otimista com o futuro da demanda.

Essa ressalva, entretanto, não diminui a dimensão do resultado.

Ao contrário.

Depois da vitória no TRF-1, da manutenção pelo STJ e agora da decisão favorável no STF, a trajetória jurídica dos 13,23% alcança uma nova e decisiva etapa.


COSTA NETO E UMA LUTA QUE ATRAVESSOU GERAÇÕES

Há disputas que duram meses.

Há disputas que duram anos.

E existem aquelas que atravessam gerações de servidores.

A história dos 13,23% pertence a essa última categoria.

Costa Neto assumiu a condução dessa pauta em uma etapa posterior ao início da ação, mas, segundo o SINDJUS, passou a atuar diretamente na estratégia de preservação da conquista e na defesa da categoria perante diferentes instituições.

Agora, em 2026, o resultado coloca novamente o presidente do SINDJUS no centro da discussão.

Uma década de atuação. Uma sucessão de recursos. Diferentes tribunais. Uma mesma bandeira: preservar o direito dos servidores.

E a mensagem de Costa Neto permanece:

“Vamos seguir firmes nesta luta até a vitória final, que está cada vez mais perto.”


A LUTA CONTINUA — MAS O CENÁRIO MUDOU

A decisão do STF altera o patamar da disputa.

A União tentou desconstituir a conquista.

O SINDJUS resistiu.

O TRF-1 manteve a decisão.

O STJ rejeitou a ação rescisória.

A PGR posicionou-se favoravelmente ao sindicato.

E agora o relator no STF manteve a vitória do SINDJUS.

É uma sequência que, para a categoria, representa mais do que uma série de decisões judiciais.

Representa a persistência de uma organização sindical diante de uma das mais longas batalhas jurídicas envolvendo direitos remuneratórios dos servidores do Judiciário e do MPU.

13,23%

Uma ação iniciada em 2007.

Uma conquista construída ao longo dos anos.

Uma batalha que chegou ao STF.

E uma nova decisão favorável em 2026.


COSTA NETO FEZ. COSTA NETO CONTINUA FAZENDO.

A história ainda não terminou.

Mas o capítulo escrito em 24 de agosto de 2026 já entrou para a trajetória da luta dos 13,23%.

Para os servidores, fica a expectativa pela continuidade das execuções e pelos próximos passos processuais.

Para o SINDJUS, fica o reconhecimento de uma estratégia que atravessou diferentes instâncias.

E para Costa Neto, a decisão representa, nas palavras do próprio presidente, “mais uma vitória de quem luta” pela categoria.

Porque defender o servidor não é apenas falar em direitos.

É estar presente quando a batalha chega ao tribunal.

É construir estratégia quando surgem novos obstáculos.

É persistir quando a disputa se prolonga.

E é continuar trabalhando quando a vitória ainda depende do próximo passo.

13,23% — A BATALHA CHEGOU AO STF. E O SINDJUS SAIU DE MAIS UMA ETAPA COM UMA DECISÃO FAVORÁVEL.

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