Exportação de sucata ferrosa cresce menos em abril

Lógica Digital: A inteligência técnica moldando o amanhã.
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As exportações de sucata ferrosa, insumo usado na fabricação de aço, cresceram em ritmo menor em abril no comparativo anual, já como início do reflexo da derrubada da cobrança do PIS e Cofins na reciclagem.

No mês passado, as vendas externas de sucata atingiram 77.039 toneladas, alta de 12% em relação às 68.492 toneladas em abril do ano de 2025. Em março deste ano, as exportações haviam alcançado 93.442 toneladas, conforme o Ministério da Economia, Secex.

No acumulado de janeiro a abril de 2026, as exportações de sucata ferrosa – apenas o excedente não vendido no mercado interno – somam 313.728 toneladas, aumento de 27% se comparadas a igual período de 2025, com 247.076 toneladas.

Segundo Clineu Alvarenga, presidente do Instituto Nacional da Reciclagem (Inesfa), órgão de classe que representa mais de 5 mil empresas recicladoras que praticam a sustentabilidade e impulsionam a economia circular, “neste mês de maio teremos mais clareza do impacto da decisão sobre o PIS e Cofins nas exportações e se o mercado pode voltar a uma situação de normalidade. É provável que o mercado interno se torne mais atrativo em relação aos preços de exportações, estimulando as vendas no Brasil.”

Alvarenga destaca que algumas empresas recicladoras, não associadas ao Inesfa, “não terão mais o argumento dos impostos para reduzir os preços pagos às cooperativas e catadores.” O Inesfa, afirma, não concorda com essa prática em que algumas empresas de todos os segmentos de reciclagem prejudicam os ganhos do elo mais fragilizado da cadeia de reciclagem. “Não é prática comercial correta. Devemos sempre valorizar a base da cadeia”, afirma.

PEC DA RECICLAGEM – A Proposta de Emenda à Constituição nº 34/2025, denominada PEC da Reciclagem, é atualmente a principal reivindicação do setor e está tramitando no Congresso Nacional. A PEC já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e agora será analisada por uma comissão especial que será criada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota, para depois ir à votação no Plenário.

“O Inesfa tem também participado de reuniões com a Receita Federal para explicar ao governo a necessidade de o setor de reciclagem ter uma tributação homogênea, um padrão para todos, desde cooperativas até processadores”, diz Alvarenga.

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